
Apostar na comunicação entre veículos para melhorar a condução nas estradas

Colocar veículos a comunicar uns com os outros, a receber informação para que melhor possam ler o que se passa em seu redor, será o caminho para tornar a condução mais segura e mais eficiente, com menos congestionamentos, além de também se poder traduzir num menor consumo de combustível. A visão da Veniam é de que os veículos autónomos possam ser um futuro bem real.
João Barros e Susana Sargento são dois dos quatro fundadores de uma empresa que conseguiu dar um primeiro passo nessa comunicação ao colocar wifi nos autocarros da STCP. Porém, a Veniam já está a ir mais longe, falando com as marcas automóveis. No próximo ano já poderão haver veículos com o software da Veniam. A Professora Catedrática e Investigadora da Universidade de Aveiro e Co-Founder da Veniam salientou se está a ultrapassar a resistência dessas marcas em pagar para ter o software, mesmo que possa parecer que não é muito caro. "Como nós juntamos tudo [informação] na cloud, torna-se mais barato fazer atualizações", acrescentou João Barros, CEO da Veniam. A empresa dedica-se agora apenas ao desenvolvimento de software, apesar de já ter produzido também o hardware.
Quanto ao veículo autónomo começar a tornar-se em algo mais natural na realidade das cidades, João Barros defende que se deveria começar por criar corredores próprios para as pessoas habituarem-se. Passando esta fase, será então necessário ultrapassar a questão dos seguros.
No debate da "V2V and V2G technology as a Key to a Smart Mobility, na Portugal Mobi Summit, que decorreu na Nova SBE, em Carcavelos, falou-se ainda de como o 5G trará novas oportunidades. Com o 5G pode-se enviar mais dados e por outro lado pode-se aceder de forma mais rápida à infraestrutura, como explicou Susana Sargento. Desta forma será possível os veículos ter acesso a cenários mais reais, pois, pode-se enviar mais rapidamente e um maior volume de informação para os veículos.
João Barros apelou a um maior investimento na tecnologia e ciência e acredita que a implementação da rede 5G em Portugal irá para a frente, apesar de estar um pouco atrasada, também devido aos elevados custos que implica.
