
MOIA é a marca do Grupo VW para a mobilidade do futuro

Tornar a mobilidade urbana mais democrática e acessível é a missão da MOIA, a nova marca do Grupo Volkswagen, criada para oferecer um conjunto de soluções avançadas no domínio da conectividade e partilha de veículos
Compreendendo que o paradigma de transporte público tende a ser pouco eficiente, o Grupo Volkswagen assumiu o desafio de alterar a mobilidade das pessoas nas metrópoles do futuro. Criou uma nova marca, a MOIA, que se apresenta como a 13.ª companhia do grupo germânico, dispondo do mesmo estatuto de marcas como a Volkswagen ou a Audi.
Anunciada no final de 2016, a MOIA é a resposta do Grupo Volkswagen à mudança nos interesses das novas gerações em termos de propriedade automóvel e de mobilidade, procurando ao mesmo tempo obter soluções diversificadas que promovam uma maior sustentabilidade e democratização dos seus serviços, seja através de modelos de carsharing (carros partilhados) seja através do sistema de ridesharing (transporte público a baixo custo).
Com esta nova marca, o Grupo Volkswagen assegura, desde logo, a sua presença numa nova esfera de mobilidade, como explica o seu CEO, Matthias Müller, com este a apontar que "mesmo que nem todos venham a ter carro próprio no futuro, a MOIA vai ajudar a fazer que toda a gente continue a ser cliente da nossa companhia de uma forma ou de outra".
Tendo a conectividade como principal sustentáculo, a MOIA pretende ir ao encontro das novas tendências da indústria automóvel, englobando as temáticas dos "elétricos, autónomos e partilhados, criando e desenvolvendo soluções de mobilidade para todas as marcas do grupo", referiu Ricardo Tomaz, diretor de marketing estratégico e relações externas da SIVA, representante em Portugal das marcas do Grupo VW.
Um bom exemplo desse esforço está na integração cada vez mais profunda da tecnologia elétrica, vista como parte fundamental dos planos da MOIA, bem como as noções de partilha de veículos e autonomização, as quais irão contribuir para viagens mais eficientes e, sobretudo, menos demoradas nas cidades do futuro.
A primeira manifestação física dessa intenção foi a apresentação de um pequeno autocarro urbano com base numa Volkswagen Transporter T6, "equipado com um motor elétrico e capacidade até seis pessoas que funciona em molde de ridesharing", acrescentou Ricardo Tomaz, apontando esse veículo como o primeiro vértice do esforço da nova marca.
Apresentado em dezembro do ano passado, este novo meio de transporte vai chegar às estradas de Hanôver ao longo deste ano, numa fase inicial com cerca de 200 unidades, cada uma com autonomia em redor dos 300 quilómetros (ver caixa). Este é apenas o primeiro passo rumo à expansão para outros mercados, como o norte-americano, ao qual deverá chegar em 2025, com o CEO da MOIA, Ole Harms, a estabelecer um objetivo ambicioso: "Em 2018, estaremos preparados para lançar o nosso conceito de partilha internacionalmente e dar os primeiros passos rumo ao nosso objetivo de reduzir o número de carros nas grandes cidades em cerca de um milhão na Europa e nos EUA em 2025."
Novo modelo é inspirado na Transporter T6
Desenvolvido ao longo do último ano, o MOIA Concept (apresentado na TechCrunch de Berlim em dezembro) é o primeiro resultado palpável dos esforços da nova marca do Grupo Volkswagen.
Tendo por base a Transporter T6, quase tudo foi alterado para uma abordagem de transporte partilhado. Desde logo, o motor, que passou a ser elétrico com autonomia para 300 quilómetros (no ciclo mais realista WLTP) e com possibilidade de carga de 80% da bateria em apenas 30 minutos.
A bordo, os seis lugares individuais permitem ligações wi-fi e tomadas USB para carregamento de smartphones ou tablets, havendo ainda iluminação ambiente ajustável para proporcionar viagens mais relaxantes.
A utilização do veículo estará dependente de uma aplicação a partir da qual o cliente poderá reservar e pagar o serviço.
Aproveitando as possibilidades que a conectividade vem trazendo, esta aplicação irá mostrar quantos carros estão disponíveis e qual o custo da viagem.
Caberá a um algoritmo agregar depois os passageiros por grupos, de acordo com os seus destinos ou percursos de forma a completar a lotação de cada veículo e evitar desvios.
Por enquanto, a condução autónoma ainda não faz parte dos atributos do MOIA Concept, contando este veículo com um condutor, ao qual uma aplicação específica dá as indicações dos passageiros a apanhar, horários respetivos e informações de tráfego pertinentes para o percurso em causa.
Pedro Junceiro/Motor 24