Sinistralidade rodoviária recuou para níveis anteriores aos anos da crise

2018
26-09-2018

Mais longe das metas europeias, Portugal ganharia com novas normas para as vias rodoviárias

Portugal retomou o ponto em que estava antes da crise, a nível de sinistralidade rodoviária, e ainda está longe da meta europeia de reduzir em 50% o número de acidentes até 2020, o que significaria 46 mortos na estrada em Portugal face às 93 vítimas registadas no início da década. Esta uma ideia central no workshop sobre segurança rodoviária, promovido pela Brisa, no âmbito da Lisbon Mobi Summit, que decorreu entre 13 e 16 deste mês. O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Jorge Jacob, realça que se reduziu muito a sinistralidade em meio extra urbano, mas não nas cidades. E uma das causas, no seu entender, é a falta de normas técnicas para a definição de vias, para o seu desenho de perfil, porque a atual diversidade, sem conteúdo técnico suficiente, justifica muitos atropelamentos e muita dificuldade de relacionamento dos peões com os veículos. Já Vasco Mello, presidente do Grupo Brisa, diz-se particularmente sensível à sinistralidade e à entrada das novas tecnologias na vida dos condutores, desde tablets, telemóveis e os próprios painéis touch screen nos tabeliers, garantindo que a Brisa tem feito um investimento contínuo nas questões da segurança rodoviária, querendo incluir esta temática no programa da conferência. Paulo Figueiredo, diretor de negócio Automóvel da Fidelidade realçou a importância de se atualizar a legislação, considerando que estamos a falar de carros do século XXI, com enquadramento jurídico em termos de código civil que remonta a tempos remotos. E questionou como vai a legislação evoluir, com a proximidade dos veículos autónomos, e com que critérios.

Ana Maria Ramos

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