
TSF avança que "Lisboa é um laboratório de mobilidade"

Foi hoje apresentada, na sede da EDP, a Lisbon Mobi Summit, que vai ter lugar em setembro e já em janeiro. Esta é uma parceria entre a empresa elétrica e a Global Media Group.
( texto de José Milheiro na TSF em 12/12/2017)
Lisboa já é um laboratório de mobilidade à escala global. O diretor da empresa de software PTV, Paulo Humanes, revela que a capital portuguesa tem uma vantagem competitiva porque "nós não somos de grande dimensão e por isso torna-se mais fácil fazer estas coisas acontecerem porque na Alemanha, onde eu vivo, é muito mais difícil". De acordo com Paulo Humanes, "é todo um ecossistema que está a mudar e vai funcionar na relação entre as cidades, a tecnologia, os operadores e os veículos. Essa relação é que vai fazer o sistema andar para a frente e não apenas um ponto de forma individual. Quando todos trabalham juntos há evolução e é isso que queremos discutir na conferência em janeiro". Paulo Huamanes vai ser um dos convidados da Lisbon Mobi Summit mas para se falar de mobilidade é preciso falar também de veículos. A SIVA adianta que este ano vendeu 55 carros elétricos, dos quais 52 foram a empresas. Mas, Ricardo Tomaz queixa-se de não terem vendido mais caros elétricos por dificuldades de algumas frotas em encontrarem pontos de carregamento. "O obstáculo maior com que nós nos debatemos são as empresas que não compram carros elétricos porque têm dificuldades de carregamento nos sítios onde estão, nos edifícios de escritórios ou nos parques de escritórios (o que ainda é pior porque os parques de escritórios deveriam ter infraestruturas) à volta de Lisboa. As empresas têm elas próprias que discutir com o condomínio a instalação de postos de carregamento o que é uma coisa anacrónica", denúncia Ricardo Tomaz. Este é um ponto critico deste debate sobre mobilidade onde a BRISA e a EDP prometem apresentar e lançar novos produtos. O administrador da EDP Comercial, António Coutinho, adianta que a descarbonização da economia está na nossa porta e "vamos assistir a uma alteração muito significativa de todo o paradigma da mobilidade nos próximos anos e o pano de fundo dessa mudança começa porque no mundo temos mais população, essa população cada vez é mais urbanizada e temos o contexto ambiental das alterações climáticas e, portanto, a descarbonização da economia, que não é um tema só da Europa, vai passar pela eletrificação dos transportes". Para António Coutinho, "quando nós nos apercebemos que os transportes representam cerca de 25% das emissões totais de dióxido de carbono não podemos excluir este aspeto da descarbonização" da economia porque "isso traduz-se numa redução de 2/3 no consumo da energia primária. Portanto, é uma medida muito importante de eficiência energética", conclui. A Lisbon Mobi Summit vai ter um sitio próprio na internet. José Carlos Lourenço da Global Media Group quer que este site se assuma como um plataforma de discussão da sustentabilidade dos transportes. De acordo com José Carlos Lourenço, "o que estamos a construir é uma plataforma de comunicação permanente que vai recolher notícias, contributos das mais diferentes naturezas e que anualmente terá um grande ponto alto que é o grande evento anual que nos propomos fazer. Mas este ano de 2018 tem a grande felicidade de termos esse grande evento anual que irá ocorrer em setembro e temos também um grande evento que é o "warm up", o lançamento de toda esta dinâmica, e com o entusiasmo que fomos recolhendo, em vez de algo simbólico e compacto, temos já um evento de grande dimensão" a realizar de 26 a 28 de janeiro na sede da EDP e na Central Tejo. A cimeira da mobilidade de Lisboa quer discutir as cidades, as redes, a tecnologia, os negócios e os cidadãos que são o centro de uma nova cultura de transportes onde é central o conceito de ecossistema.