
Campos Henriques. Fidelidade quer eliminar barreiras no seguro dos elétricos
A Fidelidade quer ter um papel mais ativo na área da mobilidade que, admite o CEO do grupo, tem sido secundarizada pelas seguradoras. Eliminar barreiras no seguro automóvel de carros elétricos e incentivar condutores a guiarem de uma forma mais segura são algumas das metas.
A Fidelidade quer ter um "papel mais ativo" na promoção de uma mobilidade mais segura e sustentável e já são vários os planos pensados para concretizar este objetivo. "Eliminar todas as barreiras na área do seguro automóvel na utilização de veículos elétricos" para que mais pessoas possam fazer a transição para uma mobilidade mais sustentável e amiga do ambiente será um dos caminhos a seguir, frisou esta manhã, no arranque da Portugal Mobi Summit, o CEO da Fidelidade, Rogério Campos Henriques.
O CEO da líder no mercado segurador em Portugal reconheceu que a tendência do seguro automóvel é "reduzir o volume de negócios". "Com o acréscimo da mobilidade partilhada vamos ter uma redução do número de veículos vendidos, com a condução autónoma uma claríssima redução da sinistralidade e com a mobilidade elétrica vamos ter uma forma diferente de nos deslocarmos, o que significa que o seguro automóvel vai reduzir volume de negócios", explicou.
Incentivar os clientes de veículos elétricos, convencionais ou híbridos a terem uma condução "mais segura que beneficia a sinistralidade" é outro dos desafios. "Vamos desenvolver ofertas que dão feedback aos clientes do tipo de condução que fazem e do comportamento que têm enquanto conduzem, se têm acelerações ou travagens mais bruscas", exemplificou.
O CEO da Fidelidade garante estar atento à alteração do comportamento dos clientes, nomeadamente nas cidades onde a mobilidade está a ter "uma evolução significativa" e, por isso, mais do que assegurar uma oferta centrada na mobilidade e segurança dos utilizadores de automóveis, quer ir mais longe e chegar aos que usam "bicicleta, transportes públicos ou uma trotinete". "É um caminho que temos de seguir".