
Conhecidos os três finalistas do prémio Startup do Ano

Faire, Veever e Wyze Mobility são os projetos candidatos ao galardão atribuído pelo Portugal Mobi Summit 2021, com ideias na área social e da mobilidade.
Faire, Veever e Wyze Mobility são os projetos candidatos ao galardão atribuído pelo Portugal Mobi Summit 2021, com ideias na área social e da mobilidade.
A sessão "Startup Elevator Pitch", no terceiro e último dia do Portugal Mobi Summit 2021, apresentou ao público os três projetos finalistas do prémio Startup do Ano. A tecnologia serve de base às soluções e planos de negócio, sempre com a componente da sustentabilidade presente em qualquer uma das três ideias a concurso – Faire, Veever e Wyze Mobility. O vencedor será conhecido ainda esta tarde. Sara e André são os fundadores da Faire, uma startup que pretende lançar uma aplicação móvel que permita "a todos os utilizadores de transportes individuais", nomeadamente veículos de TVDE, "comparar todas as ofertas disponíveis no mercado". A ideia, explicam, passa por concentrar aplicações como Uber, Bolt ou FreeNow num único local, comparando tarifas de cada operador e permitindo, assim, obter poupanças a favor do cliente final. "O mercado europeu é o segundo maior de TVDE", explica Sara Guedes, que revela estar "a testar a prova de conceito", esperando, contudo, chegar ao mercado já em 2022. "Será um serviço freemium", diz. Na prática, a utilização geral da aplicação e das suas funcionalidades mais básicas será gratuita, oferendo ainda planos de subscrição que permitem "poupanças adicionais". "Vai revolucionar o mercado de transporte individual", garantem. Ainda no plano da mobilidade, o projeto Wyze Mobility nasceu há dois anos, mas continua a querer inovar e expandir o negócio de partilha de motas, trotinetas e bicicletas elétricas. "Somos uma startup de impacto dedicada a soluções de micromobilidade urbana, temos como propósito começar pela descarbonização", contextualiza o CEO. O compromisso da empresa com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) é, para os fundadores, uma prioridade central. "Queremos contribuir para centros urbanos mais habitáveis, mais agradáveis e mais silenciosos", diz. Em termos de mercado, atuam junto do consumidor final, mas também de empresas e querem chegar à administração pública. "O nosso cliente alvo são camaras municipais, juntas de freguesia e outros departamentos das cidades. Temos soluções que combinam veículos com tecnologia que podem ser postos ao serviço das organizações e dos clientes finais", detalha. Com uma forte componente social, a Veever, criada pelo brasileiro João Pedro Novochadlo, quer ser "um agente de transformação" e facilitar a mobilidade para pessoas com deficiência visual. "Existem 280 milhões de pessoas com insuficiência visual e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que esse número vá duplicar até 2030", sublinha. O empreendedor tem uma solução tecnológica baseada na instalação de "pequenos sensores" em espaços fechados – como empresas, centros comerciais ou museus – e abertos – como eventos -, que permitem, através de uma aplicação móvel, orientar os utilizadores e descrever o ambiente que os rodeia. "A pessoa recebe, por áudio descrição, mensagens, informações e descrições sobre os espaços que está a percorrer", informa. Pelo direito fundamental à mobilidade, João Pedro acredita que a aplicação deve ser gratuita para os utilizadores e assenta o modelo de negócio na cobrança da instalação dos sensores às empresas e instituições públicas. Depois, existe uma subscrição mensal pelo serviço prestado. "O Rock in Rio, no Brasil, foi o primeiro festival de música do mundo a receber uma tecnologia como essa", aponta o responsável, que acrescenta ser possível ver a tecnologia em funcionamento na próxima edição do evento em Lisboa, já em 2022. O vencedor do prémio Startup do Ano – Portugal Mobi Summit 2021 será anunciado esta tarde durante a cimeira.