"Colocar os cidadãos na primeira fila" e "apostar-se em projetos concretos e bem distribuídos territorialmente" são os principais objetivos do gabinete da comissária para a Inovação, Investigação, Cultura e Educação, no âmbito do Horizonte 2020. Este programa é "uma oportunidade para uma maior coesão social" se todos se envolverem ativamente.
Carlos Morais, membro do gabinete da comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura e Educação, Mariya Gabriel, apelou neste segundo dia do Portugal Mobi Summit, "a todas as comunidades que se possam juntar para transformarem ideias em projetos concretos" no que diz respeito às metas ambientais delineadas para os próximos anos. "Ter os cidadãos na primeira fila significa envolvê-los nas discussões, mas também nas transições verde e digital, o que vai requerer uma participação ativa e a perceção de que estamos numa época de mudança", observou na sessão intitulada "O Novo Bauhaus Europeu: aproximar o Green Deal da vida das pessoas".
O gabinete de Mariya Gabriel tem estado a trabalhar com os Estados-membros para o programa-quadro comunitário para a Investigação e Inovação, que tem disponíveis dois mil milhões de euros para os próximos dois anos. Este programa, o Horizonte 2020, "é uma oportunidade de usar estas transformações [ambientais] para uma maior coesão social e territorial e uma maior intensificação com o alinhamento estratégico entre aquilo que acontece ao nível local e ao nível europeu, porque a Europa não está sozinha neste planeta". "A dimensão social é extremamente importante", frisou Carlos Morais.
Criar-se uma "massa crítica de interlocutores" que vá além dos centros de investigação e passe pelas "entidades ligadas à conservação da natureza e aos cidadãos" e que estas "introduzam inovação tecnológica e social" é outra das ambições. "Estamos a falar de avanços científicos e tecnológicos que tem impacto na vida de cada um. Não vão ser apenas os centros de investigação no centro das missões. São importantes catalisadores, mas as organizações nos centros urbanos também são importantes", referiu o membro da equipa da comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura e Educação
Entre as várias missões do programa Horizonte 2020, Carlos Morais destacou quatro ligadas ao Pacto Verde Europeu. "A adaptação às alterações climáticas, a restituição da vitalidade aos oceanos, a missão para as cidades climaticamente neutras e inteligentes e a gestão dos solos agrícolas e urbanos da Europa com objetivos muito ambiciosos", mencionou.