Dezasseis startups apresentaram os seus projetos, esta tarde, na cimeira Portugal Mobi Summit. Nos próximos dias, todas elas vão tentar encontrar junto de investidores o que lhes falta para as suas ideias ganharem asas.
No último painel desta tarde, 16 startups subiram ao palco da cimeira Portugal Mobi Summit para apresentar os seus projetos junto dos potenciais investidores. Muitas foram as ideias partilhadas, no Investor's Day, iniciativa do CEiiA, da Startup Portugal e do Portugal Ventures, mas as propostas de transportes sustentáveis foram as que mais se destacaram.
Bam.bu Bicycles, construídas em bambu foram desenvolvidas pelos irmãos Joana e Tiago Saavedra e deram nas vistas. A marca ainda não está registada e a dupla de Anadia procura um investimento de 80 mil euros para o projeto começar finalmente a pedalar. A pensar também em soluções ecológicas e ao mesmo tempo confortáveis, a Hunter Board criou o primeiro skate elétrico do mundo, que já foi considerado pela revista "Time" como uma das "100 melhores invenções de 2020". O skate atinge uma velocidade máxima de 55 quilómetros por hora e está construído de uma forma a aumentar a estabilidade do utilizador.
Duas startups, presentes na cimeira, pensaram em formas de reduzir os acidentes rodoviários. A Pavnext desenvolveu um dispositivo que capta a energia cinética dos veículos para diminuir a velocidade na condução até aos 40%. A verdadeira inovação é que, ao contrário de lombas e outras soluções convencionais para abrandar a velocidade, esta tecnologia não depende do condutor. Já a startup Cardioid avalia, através do registo do ritmo cardíaco, o cansaço do condutor, informação que irá permitir depois otimizar rotas e reduzir acidentes.
Ainda a pensar na prevenção da sinistralidade rodoviária, entre os ciclistas, a CycleAI quer tornar as cidades mais seguras para a micromobilidade. Trata-se de uma aplicação que informa os condutores de bicicletas sobre os locais mais e menos seguros de uma cidade, através da análise de imagens e da automatização de um processo de perceção de segurança para quem usa os velocípedes.
Alugar motas elétricas pela cidade e carregá-las em estações que geram energia através de sistemas fotovoltaicos, uma solução mais barata e amiga do ambiente, foi outra das ideias apresentadas. Na mesma linha, a Contelinera propõe o carregamento ultrarrápido de veículos elétricos em viagens de longa distância. Através desta empresa é possível também converter a recarga dos veículos elétricos num negócio. A pensar na dificuldade em estacionar, a Dooroti, quer pôr pessoas a arrendar a garagem enquanto não estão a ser utilizadas, uma solução que já está a ser testada em Espanha.
A Box Van cria módulos transformáveis e expansíveis que se inserem no interior das caravanas deixando-as totalmente equipadas para que possam ser utilizadas como uma casa. Atualmente, a maior parte das modificações que se fazem nas carrinhas para lhes dar um uso doméstico são irreversíveis e esta startup quer mostrar que é possível voltar atrás no uso de uma carrinha.