
Volvo, Fidelidade e Deloitte aderem ao PMS 2021

No momento em que a eletrificação dos carros está em plena expansão, o hidrogénio na pole position e a condução autónoma apenas à espera de luz verde para avançar, o Portugal Mobi Summit atrai três novos parceiros, rumo à grande cimeira de 20 a 22 de outubro, em Cascais, sob o lema "O Paradigma está a mudar. E nós?"
O maior evento de mobilidade urbana do país continua a somar parcerias, ao mesmo tempo que a quota de mercado dos veículos elétricos em Portugal mantém uma tendência consistente de crescimento atingindo já os 16% no total das novas vendas. Nesta quarta edição do Portugal Mobi Summit, a iniciativa do Global Media Group e da EDP Comercial, atraiu a participação da Volvo Cars Portugal, da Fidelidade e da Deloitte, que se vêm juntar aos parceiros fundadores como a Via Verde, a Câmara Municipal de Cascais e o CEiiA.
A adesão da Volvo ao PMS acontece num momento particular na história da construtora sueca, em que anuncia a descontinuação dos seus modelos a combustão já em 2030 e em pleno lançamento nacional do seu 100% elétrico Volvo C40 Recharge.
As mudanças na área da mobilidade estão a acontecer a um ritmo muito veloz, que a pandemia acabou por acelerar, com uma procura cada vez maior de baterias elétricas, o que incentiva a massificação da produção e, por arrasto, a quebra nos preços. Só entre entre 2019 e 2020 baixaram 13% numa tendência que vai continuar, gradualmente, a tornar os veículos elétricos mais compensadores, concluiram os convidados da sessão II do PMS, emitida esta quinta-feira na TSF.
Mas as mudanças na indústria automóvel estão longe de se limitar à eletrificação. Não só a tecnologia do hidrogénio vai ganhar terreno, sobretudo nos transportes mais pesados, como a condução autónoma está ao virar da esquina.
É neste cenário que a seguradora Fidelidade, com um ramo automóvel robusto, também se está a reposicionar para planear com antecipação a sua reconversão no que a este mercado diz respeito. Num mundo em que a condução autónoma se tornar uma realidade como regular os acidentes de trânsito? E se estes acabarem de todo, como prometem os especialistas mais otimistas? Que novos serviços podem as seguradores oferecer para abarcar, por exemplo, os novos utilizadores das ciclovias e das trotinetes elétricas?
Certo é que com a evolução tecnológica e a maior interconectividade dos automóveis, os sensores são cada vez mais diversos e fiáveis, tornando a condução mais segura.
Mas nem tudo são rosas neste caminho que nos leva à eletrificação e desacarbonização. Continua a ser necessário investir na reciclagem e na economia circular para conseguirmos atingir os obejtivos do milénio. Nessa frente, a EDP está a liderar o projeto Second Life, para as baterias, nomeadamente para uso em painéis solares.
A disrupção do nosso modo de vida vai causar ainda tensões no mundo laboral ligado à indústria automóvel, profundos desníveis entre o Norte e o Sul e, até, impactos nas receitas dos Estados ligadas aos impostos diretos sobre os automóveis. Todas estas questões passam pelo crivo da consultora Deloitte que definiu a mobilidade do futuro como um dos seus principais eixos de estudo a nível mundial.