
As startups que querem melhorar a mobilidade em Cascais

Na Mobi Summit, três startups apresentaram os projetos-pilotos para prestar novos serviços aos cidadãos deste concelho.
Três startups querem ser responsáveis por três projetos-pilotos para melhorar a mobilidade em Cascais. O município tem sido pioneiro na adoção de políticas de mobilidade, mas quer ir mais além. Através do programa Raptor (Rapid Agile Support for Cities: Rapid Applications for Transport) surgem três novas respostas para diferentes necessidades.
Elena Ziller, Diretora Comercial da OpenMove, apresentou uma solução de transportes sustentável, tornando-os mais flexíveis. Ou seja, quer oferecer à população a possibilidade de "free to move", livre para se movimentar.
Dando o exemplo de três pessoas com três necessidades diferentes, de casa (na Parede) para o trabalho (em Lisboa), de alguém que não quer conduzir em Cascais e de uma pessoa idosa a precisar de ir ao centro da vila.
Com uma aplicação, a OpenMove quer ajustar a oferta às exigências. Por exemplo, haver horários de autocarros flexíveis, mediante o pedido de quem precise a determinada hora. A startup quer apresentar solução integradas de transporte para que se possa ir do ponto A ao ponto B de forma eficiente e descomplicada.
No caso da população mais idosa e que possa precisar de outra forma de contatar, o serviço de transporte não estará apenas disponível através da aplicação de telemóvel, mas também haverá um "contact center", com atendimento personalizado por telefone.
Outro serviço será, por exemplo, facilitar a compra de bilhetes para os transportes.
Já a OmniFlow olha para as paragens de autocarro do concelho de Cascais. Paulo Guedes, Growth Officer da startup, quer melhorar a experiência nestes locais, de tal forma que possa até atrair mais pessoas para a utilização deste meio de transporte.
A OmniFlow-Paragens de Autocarro Inteligentes propõe-se a criar soluções inovadoras utilizando energias renováveis, como por exemplo, alimentar a iluminação, ter um sistema de câmaras que tanto podem servir para a segurança como para agregar dados. Isto é, para ajudar a perceber o fluxo de pessoas nessas paragens.
Paulo Guedes deu outro exemplo como utilizar os ecrãs para dar informação simplificada, ter os bancos a gerar energia para se ter wifi - nas paragens que não têm -, ou seja, quer tornar as paragens local onde se possa oferecer mais serviços e assim melhorar a sua utilização.
Juan Arevalo foca a atenção no transporte para as escolas. O Co-Founder e CEO da Childfy-Viagens Partilhadas para a Escola, quer proporcionar um serviço que permita as famílias ter acesso a um sistema de carpooling para os filhos.
Carpooling significa dar boleia, sendo que através da aplicação será possível solicitar ou oferecer essa boleia. Estamos a falar de um sistema "fechado", no qual está inscrito quem pertence a determinada escola. Isto significa que ninguém "de fora" poderá inscrever-se na aplicação.
Juan Arevalo referiu como 50% das pessoas vai de carro deixar os filhos à escola. Garantiu que a startup tratará da parte legal do processo e que as famílias terão de assinar uma autorização.
Quem recorrer ao serviço, poderá acompanhar na app todo o caminho e saber quando o filho chegou ao destino pré-definido. O público-alvo serão famílias com crianças/adolescentes dos 5 aos 14 anos.
Desde agosto que decorre o processo de falar com escolas e famílias para melhor entender o contexto português e assim adaptar o serviço que quer oferecer às necessidades do concelho, com o objetivo de no próximo ano poder alargar a oferta a outros municípios.