Uber reforça compromisso para viagens com zero emissões em 2030

2022
29-09-2022

Europa, Estados Unidos e Canadá entre as primeiras regiões a atingir o objetivo. Em 2021, a percentagem de quilómetros 100% elétricos percorridos em Lisboa aumentou 55%.

As plataformas de TVDE ajudaram a melhorar a mobilidade nas cidades, acredita Francisco Vilaça, diretor-geral da Uber Portugal. Durante a keynote que encerrou a manhã no Portugal Mobi Summit 2022, o responsável reconheceu, contudo, a necessidade de garantir a “eliminação do carbono” e pediu ao governo mais incentivos que promovam a transição elétrica. “[É preciso] ter incentivos à troca de veículos a combustão por veículos de zero emissões” dirigidos às frotas profissionais, um caminho que a empresa tem vindo a fazer nos últimos anos.

De acordo com os dados que divulgou Francisco Vilaça, os motoristas da Uber aumentaram em 55% o número de quilómetros sem emissões de CO2 em Lisboa. Já este ano, a plataforma regista um aumento de 3,5 vezes de parceiros que estão a optar por veículos eletrificados. “Temos ainda alguns desafios e oportunidades”, apontou, nomeadamente para que seja possível atingir, até 2030, o objetivo de promover 100% das viagens com zero emissões na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Para o resto do mundo, o plano é alcançar a meta até 2040.

Além da redução no valor dos automóveis mais verdes, o gestor diz ser “necessário que os carregadores de rua ou os postos privados possam ser mais rápidos a instalar e com menos custos de contexto”. “É essencial”, reforça.

Por outro lado, defende uma aposta na integração das plataformas TVDE com o sistema de transportes públicos. “Em Portugal, temos neste momento journey planing que permite [aos utilizadores] ter informação em tempo real sobre a totalidade dos transportes públicos na nossa cidade”, exemplifica. As soluções tecnológicas da empresa, diz Francisco Vilaça, permitem implementar “bilhética” e “compra integrada de viagens desde o transporte público multimodal com viagem de carro e outros meios”.

Impacto nos parceiros

Apesar do ano “particularmente difícil para o sector da mobilidade” em 2020, quando rebentou a pandemia, foi, ainda assim, possível manter o crescimento no número de trabalhadores ao serviço das plataformas de TVDE. “Crescemos o emprego no sector do transporte individual num momento no qual muitas famílias foram impactadas em termos de rendimentos”, recordou.

Entre 2013 e 2019, a atividade registou um aumento de 60% no número de empresas, 51% na força laboral e 43% de contributo para as receitas de impostos em Portugal.

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