Maria Bike, uma nova solução de micromobilidade made in Portugal

2023
29-11-2023

Veículo que combina características de trotinetes e vespas chega ao mercado no primeiro semestre de 2024. Não descura o conforto, segurança e sustentabilidade

A Maria Bike, apresentada esta quarta-feira na Mobi Summit, é um exemplo das novas soluções de micromobilidade que estão a surgir no mercado. O veículo disruptivo une característica das trotinetes e vespas. As primeiras unidades devem chegar ao mercado até junho do próximo ano.

O CEO Mário Henriques chegou ao palco em cima de um protótipo funcional que mostra o empenho do grupo português MHS neste projeto, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. E avançou explicando como este veículo “disruptivo” pode mudar a forma como nos locomovemos nas zonas urbanas.

A Maria Bike (um nome português facilmente internacionalizável) transporta nela as preocupações dos mentores e da sociedade atual quanto à gestão do tempo, da energia e da sustentabilidade em matéria de mobilidade. A estas somam-se outras preocupações, nomeadamente a nível de tráfego automóvel (a produção de um único carro pode emitir entre seis a 35 toneladas de CO2 na atmosfera e até 30% das emissões nas cidades europeias provêm do transporte rodoviário), da poluição e de redução de desperdício.

A resposta passou por “unir” características de “trotinetas e vespas” para dar origem a uma moped elétrica, uma “solução de mobilidade confortável, segura e autónoma” que pode ser usada em zonas urbanas “por pessoas dos 16 aos 80 anos”.

Mário Henriques garante que a Maria Bike é “mais estável, confortável e segura que uma trotinete, mais leve e barata que uma vespa e exige menos esforço que uma bicicleta”.

No seu desenvolvimento, a empresa teve em conta as mudanças que estão a acontecer na legislação europeia, com maior regulação da micromobilidade. O veículo (que se almeja venha a ter 50% de componentes reciclados ou recicláveis) terá matrícula e os utilizadores terão de ter carta e usar capacete. Estão previstos dois modelos, um para partilhar (sharing, com limite de 25 quilómetros/hora) e outro individual (até 45 quilómetros/hora). Para além disso, está a ser desenvolvida uma App que, entre outras coisas, otimizará o uso dos veículos e calculará a pegada ambiental dos utilizadores.

Prevê-se que este novo veículo chegue ao mercado no primeiro semestre do próximo ano, com um valor a rondar os 3000 euros. Depois do lançamento em Portugal, a empresa conta avançar para o mercado europeu e depois outras paragens do globo. A ideia, explica Mário Henriques, é “fazer o máximo de produção em Portugal”.

Veículos deste género, acredita Mário Henriques, podem ajudar a “convencer” as pessoas “avessas” à utilização das duas rodas a ganharem “confiança” nesta nova forma de mobilidade.

Artigos relacionados

Transição nos mares enfrenta desafios complexos

Maior projeto de lítio do mundo é na Califórnia e tem capital da Stellantis

Aviação em Portugal recupera mais depressa do que resto do mundo