
Oeiras quer reativar linha entre Sintra e Cascais em quatro anos

A vereadora da Câmara Municipal de Oeiras, Joana Baptista, garantiu que o Sitema Automático do Transporte Urbano de Oeiras (SATUO) estará operacional dentro de "três a quatro anos" para colmatar "uma omissão gravíssima" nas ligações do concelho.
A Câmara Municipal de Oeiras prepara-se para reativar o Sitema Automático do Transporte Urbano de Oeiras (SATUO) até 2028. O projeto que operou durante onze anos até 2015 vai voltar a ver a luz do dia integrado na estratégia de mobilidade que está a ser desenhada pelo município. A partir da estação de Paço de Arcos, o objetivo é que servir 30 mil passageiros por dia na próxima década num traçado de 10 quilómetros que contará com 15 paragens.
"É um projeto estruturante para desempenho de Oeiras e é o colmatar uma omissão gravissima da ligação ferroviária entre Sintra e Cascais. Estamos prestes a concluir os estudos e nos próximos três ou quatro anos temos o compromisso de ligar estas duas linhas férreas e para poder alimentar as empresas do território", garantiu esta terça-feira, 5, a vereadora da Câmara Municipal de Oeiras.
Joana Baptista, que falava durante a sétima edição do Portugal Mobi Summit, que decorre esta manhã no Templo da Poesia, em Oeiras, defendeu a urgência numa estratégia de mobilidade ao serviço dos residentes e dos trabalhadores do concelho.
"Oeiras é a segunda economia do país logo ao lado de Lisboa. Representamos 13% do PIB, geramos 34 mil milhões de euros por ano em Oeiras e 30% das empresas de base tecnológica estão no município. Oeiras deixou de ser uma inexistência na grande Lisboa e um dormitório", apontou.
Para a vereadora, importa, desta forma, apostar na sustentabilidade de forma a "servir o território e as pessoas" criando estratégias de mobilidade eficientes.
"Se não houver conforto e segurança o cidadão não pode tomar a decisão de deixar o carro e optar pelo transporte coletivo. Vamos lutar para que se possa concretizar", garantiu.
Outra das prioridades passa por conseguir avançar com obras na A5. "Não é possível adiar o inadiável e é [urgente] realizar obras na A5 e nos nós de acesso. É constrangedor que a autoestrada com maior volume de tráfego do país não tenha sido alvo de qualquer obra transformadora nos últimos 30 anos, não é conciliador com os interesses dos cidadãos. Como é possível nada se fazer na A5?", questionou.
"Hoje entram em Oeiras 60 mil pessoas todos os dias para trabalhar e outras tantas que saem para os concelhos vizinhos, é um nível de responsabilidade muito elevado", acrescentou.
Joana Baptista deixou o apelo para que o município possa intervir na solução. "A A5 é um problema estruturante na mobilidade da grande Lisboa. Lançamos o desafio: se quem deve fazer, como o Governo e a Brisa, não fazem transfiram a gestão da autoestrada para Oeiras porque temos capacidade para fazer o que deve ser feito", apelou.
A estratégia de mobilidade que está a ser preparada pelo executivo camarário liderado por Isaltino Morais, "não se centra só na escala territorial de Oeiras", assegurou a vereadora. "A nossa obrigação é ter uma visão metropolitana e abrangente para os próximos anos. Temos de chegar ao tempo da concretização do plano de mobilidade, temos objetivos e prazos para os concretizar e não podemos adiar mais, é irresponsável do ponto de vista político", adiantou.
DN